quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CNTE participa de ato pela educação e contra a violência no Rio


Foto: Fernando Frazão / ABr
Nessa segunda-feira, 7/10, houve mais uma manifestação no Rio de Janeiro com a participação de professores. De acordo com o SEPE/RJ, o Ato pela Educação e contra a Violência, na Candelária, reuniu dezenas de milhares de pessoas em defesa da educação, com uma passeata das redes estadual e municipal em direção à Cinelândia.
Os manifestantes tomaram a Avenida Rio Branco para protestar contra a repressão da polícia militar e pelo livre direito de expressão. No final do ato, já na Cinelândia, foram registrados conflitos violentos entre policiais militares e grupos de manifestantes: bombas de efeito moral, gás de pimenta e repressão violenta dos policiais acabaram atingindo vários profissionais de educação e manifestantes que participaram do ato para apoiar a educaçao pública estadual e municipal.
A passeata foi feita de forma pacífica, com militantes de vários segmentos da sociedade civil, profissionais de educaçao e estudantes tomando as ruas para mostrar o seu apoio aos educadores das redes estadual e municipal, que tem sofrido com a violência dos policiais de choque em manifestaçoes recentes. Já no final do trajeto, a confusão irrompeu em meio a conflitos entre grupos de manifestantes que participavam do ato e policiais que lançaram dezenas de bombas e atacaram a multidão com gás de pimenta, o que provocou correria e confusão, com pessoas sofrendo com o efeito do gás e das bombas lançadas pelos policiais.
A secretária de Organização da CNTE, Marilda de Abreu Araújo, representou a CNTE no ato público.
Segundo os organizadores, a educação pública no Rio de Janeiro está ameaçada com o fechamento de escolas e turmas, superlotação de salas de aulas e berçários de creches, pagamento de salários miseráveis e promoção de aprovação automática, tudo para desviar o dinheiro público para empresários e promover a privatização da educação. No Rio, os
educadores estão em greve, desde do dia 8 de agosto e pedem negociação e revogação do Plano aprovado de forma autoritária no dia 2 de outubro.
(Com informações do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ - SEPE/RJ)
Fonte: CNTE

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